A abertura da janela partidária, marcada para o período entre 6 de março e 5 de abril, deve provocar uma reconfiguração significativa na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Durante o prazo, deputados estaduais, federais e senadores podem trocar de partido sem risco de perder o mandato.
Levantamento aponta que o cenário mais sensível está no PSDB. Dos seis parlamentares tucanos na Casa, apenas dois devem permanecer: Lia Nogueira e Pedro Caravina. Devem deixar a sigla Paulo Corrêa, Mara Caseiro, Jamilson Name e Zé Teixeira.
Mara, Jamilson e Zé já anunciaram filiação ao PL, que atualmente conta com Neno Razuk, Coronel David e João Henrique Catan. Este último, no entanto, avalia deixar o partido por insatisfação com a condução estadual da legenda. Catan estuda migrar para o Novo, com foco em eventual candidatura ao governo.
No MDB, a principal mudança deve ser a saída de Márcio Fernandes. O deputado tem demonstrado desconforto com a aproximação da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, com o governo do presidente Lula, e pode se filiar ao PL. Já Junior Mochi e Renato Câmara tendem a permanecer no partido.
Rinaldo Modesto confirmou que deixará o Podemos para ingressar no União Brasil. Paulo Duarte também anunciou a saída do PSB e declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Ele recebeu convite do PSDB e analisa possibilidades.
Pedrossian Neto, atualmente no PSD, busca nova legenda por avaliar falta de espaço na disputa interna. Ele recebeu convites do Republicanos e do PSDB.
Lídio Lopes e Lucas de Lima estão sem partido e precisam se filiar até o fim da janela para disputar a reeleição. Antônio Vaz permanece no Republicanos.
No União Brasil, Roberto Hashioka afirmou que não deixará a sigla e anunciou pré-candidatura a deputado federal. A ex-deputada Dione Hashioka deve tentar retornar à Assembleia.
A única bancada que deve atravessar a janela sem alterações é a do PT, formada por Pedro Kemp, Gleice Jane e Zeca do PT.

