A semana começa com temperaturas elevadas em Mato Grosso do Sul, sob influência de uma bolha de ar quente que atua entre Paraguai e o norte da Argentina e avança sobre parte do Centro-Sul do Brasil. O fenômeno deve manter o calor intenso no Estado pelo menos até quarta-feira (1º), com máximas entre 38°C e 40°C em diferentes regiões.
Em Campo Grande, a previsão indica sol com aumento de nuvens e tempo seco entre segunda-feira (30) e terça-feira (31). A partir de quarta-feira (1º), podem ocorrer pancadas isoladas de chuva no período da tarde, com volumes baixos, inferiores a 5 milímetros.
Na região de Três Lagoas, as chuvas isoladas devem começar na terça-feira e seguir ao longo da semana, embora o calor permaneça, com máximas em torno de 31°C.
No sul do Estado, no Cone-Sul e na faixa de fronteira, o tempo deve seguir seco durante quase toda a semana, com possibilidade de chuva leve apenas na quinta-feira (2). As temperaturas máximas ficam próximas de 33°C, enquanto as mínimas podem atingir 19°C nas primeiras horas da manhã.
Na Grande Dourados, a chuva está prevista a partir de quarta-feira, com acumulados que podem chegar a 12 milímetros até o próximo fim de semana. As máximas variam entre 32°C e 33°C.
Em Corumbá, não há previsão de chuva para os próximos dias. Mesmo com aumento de nebulosidade, o calor continua, com máximas de 34°C e mínimas entre 23°C e 25°C.
Outono terá chuvas abaixo da média
De acordo com o prognóstico climático, o trimestre entre abril e junho deve registrar precipitações abaixo da média histórica em grande parte do Estado. No outono, a tendência é de redução gradual da umidade relativa do ar e menor frequência de chuvas.
Levantamento meteorológico aponta que, historicamente, o volume de chuva no período varia entre 150 e 400 milímetros em grande parte de Mato Grosso do Sul, podendo alcançar entre 400 e 500 milímetros na região sul e ficar abaixo de 150 milímetros no nordeste estadual.
Os modelos climáticos também indicam manutenção de neutralidade atmosférica entre abril, maio e junho de 2026, com sinais de fortalecimento gradual do fenômeno El Niño a partir do segundo semestre, cenário que pode favorecer novas ondas de calor nos próximos meses.

