O ex-deputado federal Giroto fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, STF, afirmando que o magistrado “envergonha o Supremo Tribunal Federal”.
Em entrevista ao Fato67, Giroto afirmou que não teme possíveis reações às suas declarações. Segundo ele, suas críticas não configuram ofensa, mas sim a expressão de sua opinião. “É isso que eu penso e eu não tenho medo dele, porque eu não ofendo. Estou falando aquilo que é verdade”, disse. O ex-parlamentar também defendeu mudanças institucionais no país, argumentando que é necessário “limitar e delimitar os poderes do Supremo Tribunal Federal”.
Ao comentar decisões recentes, Giroto voltou a criticar o STF, citando ações que, segundo ele, teriam impactado a sociedade. Para o ex-deputado, episódios ocorridos nos últimos meses teriam gerado um ambiente de intimidação. Nesse contexto, ele reiterou sua posição de que o ministro Alexandre de Moraes deveria deixar a Corte, afirmando que “nunca deixou de falar” sobre isso.
Giroto também abordou a derrubada do veto ao projeto da dosimetria pelo Congresso Nacional e a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, indicado pelo presidente Lula. Para ele, os acontecimentos refletem uma mudança de postura do Legislativo. “Demorou para o Congresso acordar. O Congresso representa a sociedade”, afirmou, acrescentando que os parlamentares estariam começando a responder às expectativas dos eleitores.
Ainda segundo o ex-deputado, o momento atual indica uma reação do Congresso diante da pressão popular. Ele avaliou que decisões recentes mostram que “quem manda nesse país é quem vota”, defendendo maior alinhamento entre representantes e eleitores. Giroto concluiu reforçando suas críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, reiterando que, em sua visão, a atuação do magistrado compromete a imagem da Corte.

