A identificação de dipentilona em pó pela Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ganhou repercussão nacional e passou a integrar sistemas de monitoramento de novas substâncias psicoativas no Brasil e no exterior.
A substância foi analisada pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), da Polícia Científica de MS. O resultado foi encaminhado ao Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas, do Ministério da Justiça, e deu origem ao Alerta Rápido nº 03/2026, dedicado à dipentilona.
A identificação também chegou ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que incluiu o caso no boletim sobre novas substâncias psicoativas na América Latina e no Caribe. A dipentilona já é reconhecida internacionalmente como uma substância psicoativa de controle, classificada entre as catinonas sintéticas.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, a amostra encontrada em Mato Grosso do Sul estava na forma de pó. A análise realizada pelos peritos permitiu identificar a composição da substância e compartilhar os dados com as redes de monitoramento.

Para o perito criminal do IALF Evandro Pedon, a identificação demonstra a importância do trabalho técnico diante das mudanças no mercado ilegal de drogas. As informações produzidas pelos laboratórios forenses ajudam órgãos de segurança e saúde a acompanhar o aparecimento e a circulação de novas substâncias.
O caso também evidencia que a atuação da Polícia Científica vai além da produção de provas para investigações. A análise laboratorial contribui para a geração de dados científicos e para a integração de Mato Grosso do Sul com redes nacionais e internacionais de monitoramento.
A repercussão da descoberta coloca em evidência o trabalho dos peritos criminais do Estado e reforça a importância da cooperação entre instituições diante do surgimento e da circulação de novas substâncias psicoativas.

