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    Dr. Lívio afirma que projeto de terceirização do SUS não deve avançar na Câmara

    A proposta de reorganização da rede pública de saúde em Campo Grande, que prevê a gestão de unidades por meio de Organização Social de Saúde, encontrou forte resistência durante audiência pública realizada nesta sexta-feira na Câmara Municipal. O plenário ficou lotado por servidores, representantes de entidades, trabalhadores do sistema público e moradores que acompanharam o debate sobre o futuro do atendimento na Capital.

    Durante a discussão, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, apresentou o projeto que propõe a gestão dos Centros Regionais de Saúde dos bairros Tiradentes e Aero Rancho por uma OSS. Segundo ele, a medida busca aumentar a eficiência e ampliar a capacidade de atendimento.

    Apesar da justificativa técnica, a proposta enfrentou críticas de diferentes setores presentes na audiência. Representantes de trabalhadores da saúde, entidades e parte do público questionaram o modelo, levantando preocupações sobre possíveis impactos no atendimento e na gestão do sistema público.

    O vereador Dr. Lívio, que atuou como secretário da audiência, avaliou que o projeto dificilmente avançará no Legislativo municipal. Segundo ele, há um entendimento predominante entre os parlamentares contrário à proposta.

    De acordo com o vereador, mesmo diante da resistência, o papel da Câmara é garantir o debate e ouvir todas as partes envolvidas antes de qualquer decisão. Ele destacou ainda que o principal ponto de consenso é a necessidade urgente de melhorar a qualidade da saúde pública na cidade.

    A audiência evidenciou não apenas a divisão de opiniões sobre o modelo proposto, mas também a pressão popular em torno do tema. A presença expressiva da população reforçou a sensibilidade da pauta, que envolve diretamente o acesso e a qualidade dos serviços de saúde.

    Ao final do encontro, ficou claro que o projeto ainda deverá passar por novas discussões e ajustes antes de qualquer encaminhamento formal. A tendência, segundo avaliação de bastidores, é que o debate se prolongue diante da resistência política e social apresentada.

    Roger Usai

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