Na manhã desta quinta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), voltou às ruas para cumprir mandados da 4ª fase da Operação Tromper, que investiga um esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na prefeitura de Sidrolândia.
Um dos alvos da nova ação é o ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia e ex-vereador de Campo Grande, Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, conhecido como Claudinho Serra (PSDB). A residência do político, localizada em um condomínio na Rua da Paz, em Campo Grande, foi alvo de mandado de busca e apreensão.
Ao todo, foram expedidos 3 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão a serem cumpridos em imóveis localizados em Campo Grande e Sidrolândia. Em Sidrolândia, as ações incluem diligências em uma casa no Bairro São Bento, além de uma oficina mecânica e a residência de uma ex-servidora da prefeitura.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), esta nova etapa é resultado do aprofundamento das investigações, que teriam reunido provas robustas sobre o pagamento de propinas a agentes públicos. Também estão sendo apurados crimes de ocultação e dissimulação da origem ilícita de recursos, provenientes dos desvios já identificados.
De acordo com a apuração, o esquema operava por meio da cobrança de 10% sobre novos contratos e até 30% para manutenção de contratos vigentes, envolvendo empresas do setor de engenharia e pavimentação asfáltica. Claudinho Serra, que na época era secretário de Fazenda e genro da então prefeita Vanda Camilo, é apontado pelo MP como um dos líderes do “esquema predatório” instalado na administração municipal.
O volume de recursos desviados é expressivo. Os contratos sob investigação somam aproximadamente R$ 20 milhões. Mesmo após as fases anteriores da Operação Tromper, segundo os investigadores, a organização criminosa manteve suas atividades, desrespeitando medidas cautelares já aplicadas.
Outro nome que voltou a ser alvo nesta fase é Thiago Rodrigues Alves, apontado como intermediário entre empresas e servidores públicos, facilitando pagamentos de propinas em troca de favorecimentos contratuais.
O caso segue sob sigilo judicial e, até o momento, o Ministério Público ainda não divulgou se houve prisões ou apreensões significativas no decorrer da operação desta quinta-feira. A defesa de Claudinho Serra também não se manifestou publicamente até a publicação desta matéria.

