O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) voltou a subir o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Bolsonaro. Em vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (5), o parlamentar classificou a medida como uma “vingança” e acusou o STF de atuar fora dos limites constitucionais.
“Prender um homem por narrativas é enterrar a justiça sob o peso da vingança”, disse Ovando. Para ele, a decisão representa uma perseguição política travestida de legalidade. “É o uso do poder judicial para silenciar o maior líder popular do país, sem julgamento, sem defesa, sem crime comprovado”, denunciou.
Na postagem, o deputado também declarou apoio irrestrito a Bolsonaro. “Manifesto minha indignação com a prisão domiciliar do presidente Jair Bolsonaro. Mas saibam: não calarão esse movimento. E eu estarei na linha de frente, em defesa do povo, da Constituição — e da liberdade!”, afirmou.
Propostas de reação institucional
Em sua fala, Ovando defendeu uma resposta firme do Legislativo diante do que considera uma “quebra de princípios constitucionais”. Ele voltou a defender a aprovação de três medidas prioritárias: o fim do foro privilegiado, a anistia aos manifestantes do 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
“Autorização judicial embasada em emoção ou sentimento de revanche não é justiça. É instrumento de opressão institucional”, declarou o parlamentar sul-mato-grossense.
Alerta contra abusos e apelo à pacificação
Ovando ainda alertou para os riscos da “naturalização da perseguição a conservadores” e criticou a criminalização da divergência ideológica. “Não é com abusos que se pacifica um país; é com respeito à lei e ao equilíbrio entre os poderes”, argumentou, ao cobrar um posicionamento claro dos presidentes da República, da Câmara e do Senado.
Segundo o deputado, a tramitação das pautas defendidas por ele será central no debate político até as eleições de 2026. Ele acredita que a futura composição do Senado será decisiva para conter abusos do Judiciário e restaurar o funcionamento adequado das instituições democráticas.

