O deputado federal Geraldo Resende intensificou, nos últimos dias, a articulação para deixar o PSDB e garantir um caminho eleitoral mais viável para disputar a reeleição. Sem espaço consolidado em outras legendas e diante do prazo apertado da janela partidária, que se encerra no próximo dia 4, o parlamentar tenta uma alternativa de última hora junto à direção nacional do União Brasil.
A movimentação ganhou força após a saída de Dagoberto Nogueira e Beto Pereira do PSDB, fato que alterou o cenário interno e aumentou a pressão sobre Geraldo para buscar uma nova sigla. Antes disso, ele tentou abrir espaço em outras legendas, mas encontrou resistência.
No Republicanos, a justificativa foi de que a chapa proporcional já está praticamente fechada, com nomes definidos para a disputa de deputado federal. Situação semelhante ocorreu no PV, onde a federação com o PT já trabalha com composição consolidada e vagas praticamente ocupadas.
Restou, portanto, a tentativa de ingresso no União Brasil, embora o cenário também seja complexo. Isso porque o partido está federado com o Progressistas, o que obriga que toda a composição da chapa proporcional seja construída em consenso entre as duas siglas. Nos bastidores, lideranças reconhecem que o grupo já trabalha com nominata praticamente fechada, o que torna a entrada de um novo nome motivo potencial de disputa interna.
A dificuldade política também se amplia pelo reposicionamento recente de Geraldo no cenário nacional. Após se aproximar do governo do presidente Lula e votar em pautas alinhadas ao Palácio do Planalto, o deputado perdeu espaço em setores tradicionais da direita, mas também não encontrou acolhimento pleno em legendas de esquerda.
Sem definição até o momento, Geraldo Resende entra nos últimos dias da janela partidária em uma corrida considerada de “tudo ou nada”, tentando evitar permanecer isolado no ninho tucano e preservar condições mínimas de competitividade para 2026.

