O empresário e advogado Roberto Oshiro passou a figurar como pré-candidato ao Senado pelo partido Novo em Mato Grosso do Sul, ampliando o tabuleiro político para as eleições de 2026. A movimentação ocorre em um momento estratégico para a sigla, que busca fortalecer sua presença no estado e atingir a cláusula de barreira nacional, condição necessária para garantir acesso ao fundo partidário e tempo de televisão.
Oshiro ganhou projeção recente ao disputar as eleições municipais de 2024 como candidato a vice-prefeito de Campo Grande na chapa encabeçada por Rose Modesto, do União Brasil. A candidatura chegou ao segundo turno, mas acabou derrotada pela atual prefeita Adriane Lopes, do Progressistas.

Além da atuação política, Oshiro possui presença consolidada no setor empresarial. Ele ocupa o cargo de primeiro diretor secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, entidade que representa parte significativa do setor produtivo da Capital. Nos bastidores, essa ligação com o empresariado é vista como um dos trunfos para viabilizar sua candidatura, especialmente em um cenário onde o discurso econômico tende a ganhar protagonismo.
A entrada de Oshiro na disputa ao Senado também se insere em uma estratégia mais ampla do Novo no estado. O partido trabalha para montar uma chapa competitiva em Mato Grosso do Sul, com o objetivo de ampliar sua representatividade e superar as exigências da legislação eleitoral.
Nesse contexto, o Novo já tem como pré-candidato ao governo do estado o deputado estadual João Henrique Catan. A escolha, no entanto, carrega implicações políticas relevantes. Catan deixou o Partido Liberal após divergências internas e se afastou do grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro, movimento interpretado como uma tentativa de construir um projeto próprio no estado.
A eventual candidatura de Catan ao governo também pode impactar o alinhamento nacional do partido. Caso o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, mantenha sua pré-candidatura à Presidência da República, a tendência é que o Novo em Mato Grosso do Sul acompanhe essa diretriz, reforçando uma estratégia de identidade partidária mais independente.
Com a pré-candidatura de Oshiro ao Senado e o projeto estadual liderado por Catan, o Novo tenta se posicionar como alternativa dentro de um cenário político marcado pela polarização. Ainda em fase inicial, o desafio do partido será transformar visibilidade em intenção de voto e consolidar uma base eleitoral capaz de sustentar suas pretensões em 2026.

