A indústria de Mato Grosso do Sul gerou 8.824 empregos com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026, alcançando o melhor resultado para o período desde o início da série histórica. Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems, com base nas informações do Novo Caged.
O desempenho do setor representa 54% de todas as vagas formais abertas no Estado nos cinco primeiros meses do ano, considerando os segmentos da Indústria de Transformação, Construção, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Indústria Extrativa Mineral.
Com o saldo positivo, a indústria encerrou maio empregando mais de 180 mil trabalhadores formais em Mato Grosso do Sul. Desse total, 122,8 mil atuam na Indústria de Transformação, 44,4 mil na Construção, 8,6 mil nos Serviços Industriais de Utilidade Pública e 4,8 mil na Indústria Extrativa Mineral.
Segundo o Observatório da Indústria da Fiems, o avanço é impulsionado pelo volume de investimentos em novos empreendimentos e na ampliação de unidades industriais, além de grandes obras em andamento no Estado, fatores que ampliaram a procura por mão de obra.
Na construção civil, as atividades que mais contribuíram para o crescimento do emprego foram a construção de edifícios, com saldo de 1.622 vagas, seguida pelas obras de montagem industrial (1.257), construção de rodovias e ferrovias (851), instalação e manutenção elétrica (423) e serviços de terraplanagem (304).
Já na Indústria de Transformação, os maiores saldos de contratação foram registrados na fabricação de álcool, com 1.192 novas vagas, seguida pelo abate de suínos (484), abate de bovinos (325), abate de aves (247), fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial (208) e fabricação de produtos de carne (145).
Entre os municípios, Inocência liderou a geração de empregos industriais no período, com saldo de 3.471 vagas, reflexo dos investimentos em grandes empreendimentos industriais. Em seguida aparecem Campo Grande (1.959), Três Lagoas (639), Dourados (555), Rio Brilhante (390), Nova Andradina (204), Itaquiraí (178), Mundo Novo (169), Fátima do Sul (167), Corumbá (136) e Sidrolândia (136).
Os números reforçam o papel da indústria como principal motor da geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul no início de 2026, acompanhando a expansão de investimentos e o crescimento da atividade econômica no Estado.

