O ex-governador e presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que é necessário eleger maioria no Senado para “reestabelecer a ordem no Brasil” e criticou a atuação do Judiciário durante evento de filiação do partido realizado nesta segunda-feira (30), em Campo Grande.
A agenda, que lotou o auditório, também marcou a filiação de mais de mil novos integrantes ao partido em pouco mais de 30 dias, segundo o dirigente.
Durante o discurso, Azambuja reforçou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e defendeu a união de partidos de direita como estratégia para as próximas eleições. Para ele, a divisão no campo conservador pode comprometer o desempenho eleitoral.
Ao comentar a relação entre os Poderes, o ex-governador afirmou que há interferência indevida do Judiciário em decisões do Legislativo.
“No lugar dele, o judiciário julga, o executivo executa e o legislativo legisla. Hoje você aprova uma emenda constitucional no Congresso Nacional e o judiciário chama para uma mesa de negociação para interpelar do modo dele. Está tudo errado”, declarou.
Azambuja também defendeu a necessidade de maioria no Senado para pautas específicas, como anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“É por isso que nós temos que fazer a maioria dos senadores e senadoras a nosso favor para enfrentar essa ditadura, votar a anistia ao 8 de janeiro, fazer o indulto do presidente Jair Bolsonaro e reestabelecer a ordem no Brasil”, afirmou.
O ex-governador ainda fez críticas indiretas a setores da direita que, segundo ele, não se posicionam contra o Partido dos Trabalhadores e acabam favorecendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A verdadeira direita não se divide nesse momento. O Flávio Bolsonaro precisa de todos nós para ganhar. Tem uns que se pregam de direita verdadeira para favorecer o PT. Eu não vejo atacar o PT, está defendendo Lula”, disse.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, Azambuja citou o resultado da última eleição presidencial e afirmou que a diferença poderia ter sido revertida com maior unidade política.
“O presidente Bolsonaro perdeu as eleições por 2,5 milhões de votos. Se tivesse metade disso para o lado dele, estaria empatado”, pontuou.
Ele também mencionou a senadora Tereza Cristina como um nome forte dentro do grupo político e sugeriu, em tom de incentivo, a possibilidade de composição em uma chapa majoritária.
“Eu olho para a Tereza Cristina e me dá vontade de você ser vice do Flávio Bolsonaro. Você vai ser guerreira”, afirmou.
Azambuja encerrou defendendo a construção de alianças amplas e reforçando que, na avaliação dele, “não se ganha eleição sozinho”, destacando a necessidade de união entre partidos e lideranças para enfrentar o que chamou de “máquina” e “sistema”.

