O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon por 60 dias. A punição foi aplicada em razão de ofensas direcionadas ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
O parecer do relator, deputado Ricardo Maia, foi aprovado por nove votos favoráveis e quatro contrários. Inicialmente, a penalidade prevista era de 90 dias de afastamento, mas acabou reduzida para 60 dias durante a tramitação do processo.
Além desse caso, Pollon também responde a outro procedimento no Conselho de Ética relacionado à ocupação da Mesa Diretora da Câmara e ao impedimento de acesso do presidente da Casa ao plenário. A nova suspensão ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados.
O parlamentar apresentou recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra a decisão do Conselho de Ética.
Em seu voto, o relator argumentou que a Câmara deve aplicar uma punição rigorosa para demonstrar que não tolera condutas que afrontem as normas de convivência e funcionamento do Parlamento.
Esta é a segunda condenação de Pollon no Conselho de Ética. Em outro processo, o deputado já havia sido punido com afastamento de dois meses por obstrução aos trabalhos da presidência da Câmara.
Caso a CCJ mantenha a punição, o processo seguirá para votação em plenário. Para evitar o afastamento, Pollon precisará do apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados federais.

