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    Sargento Betânia destaca importância da denúncia e da escuta ativa durante Caminhada contra o Feminicídio

    A mobilização contra a violência à mulher ganhou as ruas de Campo Grande na manhã desta terça-feira, 21 de abril, reunindo famílias, lideranças e integrantes da segurança pública em um ato que foi além do simbolismo. A caminhada, que saiu da Praça Ary Coelho e seguiu até a Praça do Rádio, teve como principal objetivo chamar atenção para a gravidade dos casos de violência doméstica e feminicídio no estado.

    A iniciativa nasceu de um episódio recente que gerou forte comoção social. A morte da subtenente Marlene, integrante da área da segurança pública, foi o ponto de partida para a organização do movimento. A partir desse caso, mulheres ligadas à segurança decidiram transformar indignação em ação.

    Entre os nomes à frente da mobilização, a atuação da sargento Betânia ganhou destaque. Ao lado de outras organizadoras, como Neya Cezarino, sargento Denise, subtenente Elys e Neyde Oliver, ela ajudou a estruturar o evento e conduzir a mensagem central da caminhada.

    Durante o percurso, a fala de Betânia reforçou um ponto que, muitas vezes, passa despercebido no debate público. Segundo ela, o enfrentamento da violência não pode se limitar apenas às vítimas diretas, mas precisa alcançar quem está ao redor.

    De acordo com a sargento, é fundamental que familiares, amigos e vizinhos desenvolvam sensibilidade para identificar sinais de violência e oferecer apoio. Ela defende que a escuta ativa e o acolhimento podem ser decisivos para que mulheres consigam romper ciclos de agressão.

    Outro aspecto destacado por Betânia foi o impacto coletivo da violência. Em sua avaliação, proteger a mulher significa preservar a estrutura familiar e, consequentemente, a própria sociedade. A fala reforça uma linha de pensamento que busca ampliar a responsabilidade do enfrentamento para além do poder público.

    Os números ajudam a dimensionar o problema. Apenas no primeiro semestre deste ano, 11 mulheres foram vítimas de feminicídio, um dado que evidencia a urgência de ações contínuas e efetivas. Para as organizadoras, a caminhada é apenas o começo de um processo que precisa ser permanente.

    O ato também serviu como um espaço de união entre diferentes setores da sociedade, reforçando que o combate à violência doméstica exige articulação coletiva. A proposta é que novas ações sejam realizadas ao longo do ano, mantendo o tema em evidência e fortalecendo a rede de proteção às mulheres.

    Mais do que um evento pontual, a mobilização deixou claro que o enfrentamento à violência contra a mulher depende de vigilância constante, informação e engajamento social. Para quem participou, a mensagem é direta: o silêncio não pode mais ser uma opção.

    Roger Usai

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