O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e da Justiça Restaurativa (Nupemec) deu início, nesta segunda-feira (13), à etapa presencial do 8º Curso de Facilitadores em Justiça Restaurativa e Círculos Restaurativos. A formação começou em setembro, na modalidade on-line, e agora segue com atividades práticas voltadas para o diálogo e a resolução de conflitos.
A abertura foi conduzida pelo desembargador José Ale Ahmad Netto, coordenador-geral do Nupemec, que destacou que a Justiça Restaurativa atua como parceira da Justiça convencional, oferecendo caminhos para reflexão, responsabilização e reparação dos danos causados. “É uma forma de construir justiça fortalecendo relações humanas a partir da responsabilidade coletiva”, afirmou.
A juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo, coordenadora adjunta do Nupemec, ressaltou a importância da consensualidade na Justiça Restaurativa, envolvendo vítima, ofensor e comunidade. Segundo ela, a prática permite reparar danos que nem sempre são físicos ou materiais, incluindo prejuízos emocionais, com relatos de soluções efetivas em conflitos criminais.
O curso prepara profissionais para atuar como facilitadores de diálogo, ensinando princípios restaurativos, como empatia, escuta ativa e responsabilidade, e técnicas práticas, como círculos restaurativos e conferências entre vítimas e ofensores. Além de solucionar conflitos, a formação contribui para a convivência pacífica e prevenção de novos conflitos.
Com 20 participantes, o curso totaliza 100 horas-aula, divididas entre 30 horas teóricas on-line, 40 horas práticas presenciais e 30 horas de estágio supervisionado. Os instrutores incluem Luana Sena Silva Battilani, Márcia Regina Soares Pereira, Renato Fraulob Pissini, Rosimar Maria da Silva e Thiago Francisco Menezes Alves Vieira.

