Com apoio da Prefeitura de Dourados e da Diocese de Dourados, a Missão Univida promoverá uma ação humanitária voltada às comunidades indígenas da Reserva de Dourados entre os dias 20 e 25 de julho. A mobilização deve reunir cerca de 400 voluntários, entre universitários e profissionais das áreas da saúde e assistência social, vindos de 19 universidades de diferentes regiões do país.
Durante a semana, serão realizados atendimentos médicos, odontológicos e sociais gratuitos, além da distribuição de alimentos e atividades recreativas destinadas às famílias indígenas. A iniciativa busca ampliar o acesso aos serviços essenciais nas aldeias Jaguapiru e Bororó, além de atender comunidades em retomadas e acampamentos indígenas da região.
Os preparativos da missão foram discutidos em reunião realizada nesta segunda-feira entre representantes da Missão Univida e a administração municipal. Participaram do encontro o diácono Erismar Pitarello, a secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, e o prefeito Marçal Filho.
Segundo o prefeito, a parceria entre poder público, entidades religiosas e voluntários fortalece a rede de apoio às comunidades indígenas do município. Ele ressaltou que a Reserva Indígena de Dourados possui mais de 20 mil habitantes e demanda ações contínuas de assistência e inclusão social.
A Secretaria Municipal de Assistência Social participará da mobilização oferecendo serviços do Cadastro Único (CadÚnico) e atendimentos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Outras secretarias municipais também deverão integrar a força-tarefa durante os dias da missão.
Criada em 2012 pelo padre Eduardo Lima, a Missão Univida atua em projetos humanitários voltados a populações em situação de vulnerabilidade social, especialmente em comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul e regiões da Amazônia.
De acordo com o diácono Erismar Pitarello, além do atendimento às comunidades, a proposta também busca proporcionar aos universitários uma experiência prática de responsabilidade social e contato direto com realidades de vulnerabilidade.
O principal ponto de atendimento será a Escola Municipal Tengatui Marangatu, localizada na aldeia Jaguapiru. Ao todo, a ação contará com 15 pontos de apoio distribuídos entre aldeias, retomadas e acampamentos indígenas. As escolas Agostinho e Araporã também devem concentrar grande fluxo de atendimentos durante o período da missão.

