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    Marquinhos Trad se filia ao PV visando uma vaga na Câmara dos Deputados na federação com o PT

    A movimentação partidária na reta final da janela eleitoral ganhou um novo capítulo em Campo Grande com a filiação do vereador Marquinhos Trad ao Partido Verde. O ex-prefeito da Capital passa a integrar uma legenda que compõe a Federação Brasil da Esperança com, o PT e o PC do B, e já se posiciona como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

    A mudança foi oficializada após a emissão de uma carta de anuência pelo PDT, partido ao qual Marquinhos estava filiado até então. O documento, assinado pelo vice-presidente estadual da sigla, Enelvo Felini, autorizou a desfiliação sem caracterizar infidelidade partidária, argumento utilizado diante da dificuldade do partido em estruturar uma nominata competitiva no estado.

    Carta de anuência do vice-presidente do PDT- MS para a desfiliação de Marquinhos Trad | Imagem: Reprodução

    Em nota, o presidente estadual do Partido Verde, Marcelo Bluma, destacou a trajetória política de Marquinhos e o peso de sua chegada à legenda. Segundo ele, o vereador reforça os quadros do partido e se alinha às diretrizes nacionais da sigla. Ao confirmar a filiação, Marquinhos afirmou que a mudança partidária não altera suas convicções. Disse que segue com os mesmos princípios e com o compromisso voltado à justiça social.

    Fabio Trad, irmão de Marquinhos (à esquerda) é pré-candidato ao governo do estado com apoio do presidente Lula (à direita) | Foto: Reprodução

    A entrada no PV ocorre em um cenário político familiar já consolidado no estado. O irmão de Marquinhos, o ex-deputado federal Fábio Trad, é pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PT. Já o senador Nelsinho Trad, também irmão, deve disputar a reeleição ao Senado pelo PSD. A movimentação indica a presença simultânea da família Trad em diferentes frentes da disputa estadual.

    Do ponto de vista eleitoral, Marquinhos entra em uma chapa que tende a ser competitiva, mas que também apresenta desafios. Entre os nomes já colocados está a deputada federal Camila Jara, que buscará a reeleição pelo PT. Além disso, a possível saída do deputado federal Vander Loubet da disputa proporcional para concorrer ao Senado abre espaço na chapa, mas também reorganiza o equilíbrio interno das candidaturas.

    Apesar da carta de anuência concedida pelo PDT, a mudança de partido não elimina completamente os riscos jurídicos. O suplente de vereador Salah Hassan, que obteve 2.411 votos nas eleições municipais, pode recorrer à Justiça Eleitoral reivindicando a vaga na Câmara Municipal. Caso isso ocorra, caberá à Justiça avaliar se a desfiliação atende plenamente aos critérios legais para manutenção do mandato.

    Outro fator que adiciona incerteza ao cenário é o futuro político de Marquinhos em 2026. Caso não seja eleito para outro cargo, ele ainda poderá enfrentar questionamentos judiciais sobre a permanência na cadeira de vereador, dependendo da interpretação das regras de fidelidade partidária.

    Nos bastidores, a avaliação é de que a filiação ao PV representa uma estratégia calculada. Ao ingressar em uma federação com o PT, Marquinhos se posiciona em um campo político com maior estrutura eleitoral e alinhamento ao projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo, assume riscos jurídicos e eleitorais em busca de viabilidade competitiva para a disputa federal.

    Roger Usai

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