A senadora Tereza Cristina voltou ao centro das articulações do Progressistas após o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, ser citado na quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (7), que investiga operações envolvendo o Banco Master.
Nos bastidores do PP, lideranças passaram a defender que a parlamentar sul-mato-grossense assuma temporariamente a presidência da sigla durante o andamento das investigações. Tereza Cristina atualmente ocupa uma das vice-presidências nacionais do partido e é considerada um dos principais nomes da legenda no Congresso Nacional.
Além da movimentação interna no Progressistas, o nome da senadora também voltou a ser mencionado como possível candidata à vice-presidência em uma eventual chapa liderada pelo senador Flavio Bolsonaro nas eleições de 2026. Outro nome cogitado para compor a disputa presidencial é o do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal defendeu publicamente que Ciro Nogueira se afaste da presidência do partido até a conclusão das investigações. Em entrevista ao portal Poder360, Janaina afirmou que a condução da legenda por Tereza Cristina seria uma alternativa adequada neste momento.
“Eu entendo que a senadora Tereza Cristina deveria assumir a presidência da sigla até que tudo se esclareça. Ela tem história, está no Progressistas há muito tempo e é líder no Senado. Penso que seria uma boa solução”, declarou a vereadora.
Apesar das especulações sobre a possibilidade de compor uma chapa presidencial ao lado de Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina afirma que ainda não recebeu convite oficial. Paralelamente, a senadora também já sinalizou interesse em disputar a presidência do Senado Federal até o fim do atual mandato.

